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Prova de Inglês · 2023 · Prefeitura (São Bernardo do Campo - SP) · Professor
Questão 49 Comentada

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⬛ TEXTO (clique para abrir / fechar)

Leia o texto para responder às questões de números 47 a 51.

The teaching of English as a Lingua Franca

An inexorable trend in the use of global English is that fewer interactions now involve a native speaker. Proponents of teaching English as a Lingua Franca (ELF) suggest that the way English is taught and assessed should reflect the needs and aspirations of the ever-growing number of non-native speakers who use English to communicate with other nonnatives. Understanding how non-native speakers use English among themselves has now become a serious research area.

Different priorities in teaching English pronunciation, for example, have been defined. Teaching certain pronunciation features, such as the articulation of ‘th’ as an interdental fricative, appears to be a waste of time whereas other common pronunciation problems (such as simplifying consonant clusters) contribute to problems of understanding. Such an approach is allowing researchers to identify a ‘Lingua Franca Core’ (LFC) which provides guiding principles in creating syllabuses and assessment materials.

Unlike traditional ESL (English as Second Language), ELF focuses also on pragmatic strategies required in intercultural communication. The target model of English, within the ELF framework, is not a native speaker but a fluent bilingual speaker, who retains a national identity in terms of accent, and who also has the special skills required to negotiate understanding with another non-native speaker. Research is also beginning to show how bad some native speakers are at using English for international communication. It may be that elements of an ELF syllabus could usefully be taught within a mother tongue curriculum.

🔗 Texto adaptado de: David Graddol. English Next.

🟨 QUESTÃO 49

No que diz respeito ao ensino-aprendizagem da língua inglesa em escolas brasileiras, a BNCC

(A) prioriza as habilidades listening e speaking, visto que o inglês como língua franca ou internacional manifesta-se primordialmente na oralidade.

(B) propõe a seleção de uma determinada variedade do inglês, qualquer que seja, e, coerentemente, privilegiá-la ao longo dos anos escolares de uma turma.

(C) sugere a seleção da variedade da língua inglesa de maior circulação no contexto em que o aprendiz vive, de modo a preservar sua identidade como falante.

(D) relativiza noções tais como correção linguística, e privilegia a inteligibilidade e a negociação de significados nas interações entre os aprendizes.

(E) sustenta que a função da aula de língua inglesa é, essencialmente, “ensinar o uso correto da língua”, já que a gramática do inglês é universal, independentemente da situação.

🔐 Gabarito (clique para revelar)
Gabarito: D

🧭 Leitura orientada

A BNCC adota uma visão alinhada ao paradigma de língua como prática social, aproximando-se do conceito de língua franca. Nesse sentido, desloca o foco da correção normativa absoluta para a inteligibilidade e a negociação de sentidos em contextos reais de interação.

🔍 Análise alternativa por alternativa (com pegadinhas)

(A) ❌ Errada
Pegadinha: hierarquização de habilidades. A BNCC trabalha as quatro habilidades de forma integrada, não priorizando exclusivamente oralidade.

(B) ❌ Errada
Pegadinha: padronização artificial. O documento rejeita a ideia de eleger uma única variedade “modelo” a ser seguida rigidamente.

(C) ❌ Errada
Pegadinha: localismo excessivo. A BNCC valoriza identidades, mas não propõe escolher a variedade “mais circulante” como critério central de ensino.

(D) ✅ Correta
Pegadinha: nenhuma — convergência conceitual direta. A BNCC relativiza a noção de erro e enfatiza comunicação significativa, inteligibilidade e construção conjunta de sentidos.

(E) ❌ Errada
Pegadinha: visão estruturalista ultrapassada. A BNCC não defende gramática universal nem ensino prescritivo centrado no “uso correto” fora de contexto.

🧠 Resumo B3GE™ Master

A BNCC aproxima o ensino de inglês no Brasil do paradigma de ELF: menos norma rígida, mais uso social da língua. Bancas exploram discursos normativistas e falsas priorizações de habilidades como distração.